A Copa do Mundo de 2026, embora já tenha chegado ao fim, continua a gerar números surpreendentes. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, anunciou uma arrecadação superior a US$ 15 bilhões, superando em muito a expectativa inicial de US$ 11 bilhões.
Receitas Altas e Setores em Crescimento
Esse aumento significativo nas receitas se deve, em grande parte, ao setor de hospitalidade e ao mercado secundário de ingressos, onde a FIFA retém uma comissão de 30% sobre as transações. Inicialmente, a entidade havia projetado arrecadar apenas US$ 3 bilhões com ingressos e hospitalidade, mas esse montante foi rapidamente ultrapassado. Os preços dos ingressos variaram bastante, com valores que iam de US$ 60 na fase de grupos até impressionantes US$ 32.970 para os lugares mais privilegiados na final.
Investigações Sobre Práticas de Venda de Ingressos
Apesar do sucesso financeiro, a FIFA enfrenta desafios. Procuradores gerais de quatro estados americanos — Nova Jersey, Nova York, Califórnia e Texas — estão investigando as práticas de venda de ingressos da entidade. As investigações se concentram em questões como o uso de preços dinâmicos e a criação da polêmica “categoria 1 frontal”, que oferecia assentos de primeira fila a preços ainda mais elevados do que os da categoria principal.
Destinação dos Recursos Arrecadados
Infantino revelou que uma parte significativa da receita será destinada às federações-membro, seguindo o modelo já adotado em edições anteriores. Historicamente, mais de US$ 5 bilhões foram distribuídos para o desenvolvimento do futebol global. No entanto, a falta de transparência nas auditorias sobre como esses recursos são utilizados pelas federações gera preocupações e questionamentos.
Outros Números Impressionantes da FIFA
A FIFA também informou que arrecadou US$ 2 bilhões com a primeira edição da Copa do Mundo de Clubes, realizada em 2025, nos Estados Unidos. A entidade já planeja expandir esse torneio para incluir 48 equipes nas próximas edições. Discussões sobre um futuro mundial de futebol também estão em andamento, com propostas para uma Copa do Mundo com 64 seleções em 2030, defendidas pelo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.
A Copa do Mundo de 2026 não apenas proporcionou um espetáculo esportivo, mas também gerou um impacto financeiro significativo, cujas repercussões e desafios ainda estão sendo avaliados pela FIFA e pelas partes envolvidas.







