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Brasil planeja explorar terras raras até 2040 para inovação tecnológica

O Brasil se prepara para explorar seu vasto potencial em terras raras, com um estudo recente apontando diretrizes até 2040. A pesquisa, intitulada “Terras Raras no Brasil: estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico”, foi elaborada por…

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Brasil planeja explorar terras raras até 2040 para inovação tecnológica

O Brasil se prepara para explorar seu vasto potencial em terras raras, com um estudo recente apontando diretrizes até 2040. A pesquisa, intitulada “Terras Raras no Brasil: estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico”, foi elaborada por um grupo de dez especialistas, incluindo engenheiros e acadêmicos.

Análise abrangente das terras raras

O estudo fornece uma visão detalhada sobre a situação atual das terras raras, tanto no Brasil quanto no mundo. Essas substâncias são fundamentais para a fabricação de tecnologias avançadas, incluindo smartphones, veículos elétricos e turbinas eólicas, cuja demanda está em constante crescimento no mercado global. A pesquisa também investiga as cadeias produtivas ligadas a esses elementos químicos, destacando sua importância estratégica.

Mapeamento das reservas nacionais

Uma parte crucial do estudo é o mapeamento das reservas minerais do Brasil, com foco nas localizações na Amazônia. O documento examina os mercados internacionais e sugere uma abordagem colaborativa para a exploração desses recursos, incentivando investimentos tanto locais quanto de outros países.

Propostas para um futuro promissor

Durante a apresentação do estudo no VII Seminário Brasileiro de Terras Raras, realizado no Rio de Janeiro, o diretor-presidente do CGEE, Anderson Gomes, ressaltou a importância do documento como uma diretriz para transformar o Brasil em um protagonista no cenário global. Ele destacou a necessidade de o país decidir entre ser um fornecedor de matérias-primas ou desenvolver uma indústria sólida que produza e exporte produtos com maior valor agregado. “A dependência existe, mas também há uma interdependência com o exterior”, observou Gomes.

Capacitação e políticas públicas

Para fortalecer o setor de terras raras, o estudo sugere a implementação de políticas industriais que incluam financiamento de projetos e capacitação técnica. A Universidade Federal de Pernambuco, por exemplo, está criando um curso de pós-graduação em parceria com outras instituições para formar profissionais especializados na área.

Legislação em andamento para fortalecer o setor

O CGEE acredita que as diretrizes apresentadas no estudo podem influenciar os debates no Senado sobre o Projeto de Lei 2780/2024, que visa estabelecer a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e criar o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), subordinado à Presidência da República. O projeto, que já passou pela Câmara dos Deputados, aguarda análise no Senado desde maio. A proposta busca fortalecer a estratégia brasileira em ciência, tecnologia e inovação entre 2024 e 2034, enfatizando a necessidade de desenvolver tecnologias para a exploração e reciclagem de minerais estratégicos, promovendo a sustentabilidade e diminuindo a vulnerabilidade nas cadeias produtivas essenciais.

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