Marine Le Pen, à frente do Reagrupamento Nacional (RN), revelou na terça-feira (7 de julho de 2026) sua intenção de concorrer à presidência da França nas eleições de 2027. A confirmação veio após a Corte de Apelação de Paris manter sua condenação por desvio de recursos do Parlamento Europeu, mas permitindo sua elegibilidade ao reduzir o tempo de inelegibilidade.
Datas das eleições e contexto político
O pleito presidencial está programado para 18 de abril de 2027, e o segundo turno ocorrerá no dia 2 de maio. O atual presidente Emmanuel Macron não poderá se reeleger, já que completou dois mandatos consecutivos.
Le Pen compartilhou sua decisão nas redes sociais, postando uma imagem no Instagram com a frase: “Sim, sou candidata à eleição presidencial.” Durante uma coletiva, ela afirmou: “Não há cenário em que eu não seja candidata. Estou aqui para confirmar minha participação na corrida de 2027.”
Condenação e efeitos na elegibilidade
A Corte de Apelação decidiu por manter a condenação de Le Pen devido ao uso indevido de 2,8 milhões de euros destinados a assistentes de deputados do Parlamento Europeu. A acusação sustenta que esses recursos foram usados para financiar funcionários do partido entre 2004 e 2016. A redução do período de inelegibilidade possibilitou a sua candidatura, enquanto a decisão incluía uma determinação para o uso de tornozeleira eletrônica por um ano, embora esta medida esteja suspensa até nova análise da Corte de Cassação.
Le Pen declarou que recorrerá da decisão, afirmando sua inocência. Em uma postagem no X, ela afirmou: “A Corte de Apelação devolveu minha elegibilidade, logo sou candidata à eleição presidencial. Apresentarei um recurso porque sou inocente das acusações.”
Propostas e foco da campanha
A líder do RN delineou que sua campanha será centrada na “renascença da França”, abordando temas como educação, segurança, controle de fronteiras e soberania nacional.
Além disso, sua confirmação como candidata encerra especulações sobre a possibilidade de Jordan Bardella, atual presidente do Reagrupamento Nacional, assumir seu lugar na corrida. Le Pen indicou que, caso vença, pretende nomeá-lo como primeiro-ministro.
Histórico eleitoral e perspectivas futuras
Le Pen já participou do segundo turno das eleições em 2017 e 2022, ambas vezes derrotada por Emmanuel Macron. As eleições de 2027 marcam um momento histórico, sendo a primeira vez desde 2012 que os eleitores não terão Macron na cédula. O presidente anunciou que se afastará da política ao final de seu mandato, embora aliados e analistas não descartem um possível retorno em 2032.
Com a confirmação de sua candidatura, Le Pen se posiciona novamente como uma figura central no cenário político francês, prometendo um debate acalorado nas próximas eleições.






