A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou, em 23 de outubro, que as mudanças nos motores da Fórmula 1, acordadas com as equipes, serão implementadas a partir de 2027. O foco das alterações é a redução do componente elétrico, que atualmente representa 47% da potência dos carros.
Novas proporções para os motores da F1
A nova configuração dos motores será progressiva: em 2027, a proporção de componentes a combustão aumentará para 58%, enquanto os elétricos cairão para 42%. Em 2028, essa tendência continuará, com 60% de potência advinda da combustão interna e apenas 40% da parte elétrica. Essa mudança foi celebrada pelos pilotos, embora muitos desejassem uma redução ainda mais significativa no uso da energia elétrica.
Ajustes e adaptações
Além das novas proporções, a FIA anunciou que ajustes específicos serão feitos em relação à potência do motor de combustão interna, ao fluxo de combustível, e à implementação do sistema de recuperação de energia. Também haverá maior flexibilidade na gestão de energia, o que deve impactar a estratégia das equipes durante as corridas.
Reações no paddock da Fórmula 1
O anúncio foi ratificado pelo Conselho Mundial do Esporte a Motor da FIA durante uma reunião em Macau. Os novos regulamentos técnicos já tinham causado mudanças significativas na temporada atual, levando os carros a serem uma combinação de motores elétricos e a combustão. Entretanto, essa mudança não foi bem recebida por todos os pilotos. O tetracampeão mundial Max Verstappen, por exemplo, criticou os carros de 2026, chamando-os de “Fórmula E com esteroides” e expressou sua insatisfação, indicando que poderia deixar a categoria caso melhorias não fossem implementadas.
As novas regras visam não apenas a sustentabilidade, mas também a manutenção do espetáculo nas pistas, refletindo as preocupações e desejos tanto das equipes quanto dos fãs da Fórmula 1. Com essas alterações, a FIA busca equilibrar inovação tecnológica e a emoção das corridas, aspectos cruciais para o futuro da categoria.






