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Crescimento da Economia Brasileira: 0,1% em Abril, Indica FGV

Crescimento da Economia Brasileira: 0,1% em Abril, Indica FGV Economia do Brasil cresceu 0,1% em abril e 1,8% em relação a 2025, segundo FGV. Descubra os detalhes sobre o cenário econômico atual. A economia brasileira registrou um leve crescimento de…

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Crescimento da Economia Brasileira: 0,1% em Abril, Indica FGV Economia do Brasil cresceu 0,1% em abril e 1,8% em relação a 2025, segundo FGV. Descubra os detalhes sobre o cenário econômico atual. A economia brasileira registrou um leve crescimento de 0,1% entre março e abril deste ano, mesmo diante de um ambiente desafiador marcado por juros elevados e aumento nos preços do petróleo. Comparando com abril de 2025, a expansão foi mais robusta, alcançando 1,8%.

Desempenho Econômico Segundo a FGV

Essas informações fazem parte do Monitor do PIB, um estudo mensal realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta quinta-feira (18). Nos últimos três meses encerrados em abril, a economia cresceu 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e, em um horizonte de 12 meses, a expansão foi de 2%. O Monitor do PIB analisa dados dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária, apresentando uma visão abrangente sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), que representa o total de bens e serviços produzidos no Brasil.

Resiliência em Meio a Desafios

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, enfatizou que o leve crescimento de 0,1% reflete uma certa estabilidade na economia, apesar das dificuldades que surgem tanto de fatores internos quanto externos. “A maioria dos componentes da economia teve um desempenho positivo, o que demonstra uma resiliência, mesmo com taxas de juros elevadas e o aumento do preço do barril de petróleo, impactado pela guerra no Oriente Médio”, afirmou.

Impacto dos Juros e Conflitos Geopolíticos

Durante praticamente todo o mês de abril, a Taxa Selic se manteve em 14,75%. Esse nível elevado é parte da estratégia do Banco Central (BC) para controlar a inflação. Aumentar a taxa de juros tende a desestimular o consumo, resultando em uma desaceleração dos preços. No final de abril, o BC decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, seguindo com uma nova redução em 17 de maio, agora para 14,25%. A cautela do BC se deve, em parte, ao cenário internacional, especialmente à guerra no Irã, que elevou os preços do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis no Brasil.

Ações do Governo para Mitigar Efeitos

Para combater o aumento nos preços, o governo brasileiro implementou medidas como cortes de tributos e subsídios para produtores e importadores de combustíveis.

Setores que Impulsionam o PIB

O estudo do Monitor do PIB revelou que, no trimestre encerrado em abril, o consumo das famílias cresceu 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, o maior aumento desde fevereiro de 2025. As exportações também apresentaram um desempenho positivo, com um crescimento de 9,3%, em grande parte devido a um aumento de 27,8% nas exportações da indústria extrativa. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos na economia, teve uma expansão de 0,7% no trimestre, marcando a primeira alta após quatro trimestres de queda. A taxa de investimento na economia em abril foi de 18%.

Estimativas Monetárias do PIB

Segundo a FGV, o PIB acumulado até abril, em valores correntes, é estimado em R$ 4,376 trilhões.

Perspectivas Futuras

O Monitor do PIB é uma das ferramentas que ajudam a medir a dinâmica da economia brasileira. Outro indicador relevante, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado recentemente, mostrou uma expansão de 0,5% entre março e abril e 1,6% nos últimos 12 meses. O resultado oficial do PIB é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que reportou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre. A próxima divulgação de dados será em 1º de setembro, trazendo informações sobre o segundo trimestre de 2026.

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